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Typju Myky

Sou estudante de ensino médio agroecológico e moro na aldeia Japuíra, município de Brasnorte (MT). Comecei meus trabalhos com produção audiovisual em 2015. A partir das oficinas de vídeos eu comecei a gravar vídeos e editar imagens. Além disso, sempre acompanhei e organizei trabalhos internos, na coordenação de festas culturais, como o jogo de bola de cabeça. Fiz o primeiro registro dessa festa em meu primeiro documentário. Em 2019 recebi pelos trabalhos que tenho realizado com cinema indígena o troféu “Ana Primavesi” no Festival Internacional de Cinema Agroecológico - FICAECO. Continuo na caminhada de muita aprendizagem, buscando experiência com nossos mestres e os profissionais da área de produção de audiovisual. As filmagens realizadas por nós, cineasta Myky, têm um grande importância para a preservação de nossa cultura e ao mesmo tempo celebrar a nossa criatividade. Porque, hoje, nós jovens buscamos o fortalecimento de nossa luta através dos vídeos.

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Tipuici Manoki

Moro na aldeia Treze de Maio, na T.I.Irantxe, em Brasnorte-MT, mas já morei em  Cuiabá, onde me graduei em Ciências Sociais (UFMT). Atuei como Agente de Saúde Indígena e atualmente sou professora e articuladora da rede estadual de ensino. Uma das minhas paixões é o trabalho com cinema e comunicação popular e indígena. Comecei a trabalhar nas filmagens em 2009, tive que parar por conta dos estudos, mas em 2019 voltei a produzir. O cinema, assim como outras tecnologias que conectam as pessoas nesse período de pandemia tem sido uma ferramenta muito importante para nós. A partir dos nossos olhares, podemos contar as nossas narrativas, e através dos registros conseguimos contar nossas resistências, conquistas e desafios. O cinema indígena pode ajudar a contar a verdadeira história de luta dos nossos povos. Minha proposta é levar essas vozes dos que foram roubados desde o início da colonização até os dias atuais. Pois o cinema é isso: contar através dos nossos registros as histórias indígenas de existências e resistências.

Bih Kezo

Meu nome é Elivelton Kezo Kamanoxi, e meu apelido é simplesmente "Bih". Nasci no dia sete de junho de 2001, e sempre morei na aldeia Paredão, em Brasnorte (MT). A primeira oficina de audiovisual que participei foi em 2019, com André Tupxi Lopes. Naquele ano, foi a primeira vez que toquei em uma filmadora profissional. Gostei muito de ter participado da oficina, e me apaixonei pelas imagens lindas que a câmera faz. Naquele ano formamos um coletivo de cinema chamado "Ijã Mytyli" e fizemos um curta-metragem muito legal, chamado ''Os espíritos só entendem o nosso idioma". Em 2020, produzi com minha irmã, Cileuza Jemiusi, um documentário sobre a barreira sanitária de Covid-19 na aldeia Paredão. Já em 2021, nosso coletivo produziu mais quatro filmes na região da aldeia Paredão. Participei de todos, e dirigi três, dois dos quais filmei e editei também. Foi uma experiência muito legal,  porque eu descobri uma forma muito mais interessante de contar as histórias do meu povo, e ao mesmo tempo, conhecendo de outros povos também. Meu sonho é prosseguir nessa carreira e contribuir com o Cinema Indígena realizado no Brasil.

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André Tupxi Lopes

Desde 2008, pesquiso, trabalho e convivo com os povos Manoki e Myky de Mato Grosso, atuando como antropólogo, documentarista e formador de realizadores indígenas. Criamos juntos o coletivo Ijã Mytyli de cinema Manoki e Myky. Estes processos de apropriação de recursos audiovisuais nas aldeias fazem parte de minha pesquisa de doutorado em antropologia pela USP, onde contribuo como pesquisador no CEstA e no LISA. Tive a oportunidade de participar da formação de realizadores indígenas em diversos povos, como Wayana, Apalai, Wajãpi, Tiryó e Guarani. Em 2019 pude conhecer experiências de mídias indígenas na América do Norte, como pesquisador visitante da NYU. Desse período surgiram experiências de colaboração com instituições internacionais de cinema indígena, como Wapikoni Mobile e CLACPI. Sou co-fundador e articulador na Rede CineFlecha e integro a RICAA (Réseau international de création audiovisuelle autochtone).

Cileuza Quezo Jemiusi

Nasci na aldeia paredão e sempre frequentei escolas indígenas até o ensino médio. Gosto de trabalhar na comunidade e no movimento indígena, por isso já trabalhei para Associação Manoki Pyta e faço parte da FEPOIMT. Atualmente faço parte do Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky, acreditando que o cinema indígena é um dos meios fundamentais para levar igualdade social ao mundo, é um caminho que tem um potencial revolucionário para os seres humanos. Os tempos em que vivemos, assim como os outros, não são nada fáceis, por isso a importância da visibilidade dos trabalhos indígenas nos meios audiovisuais. Nós, povos indígenas, estamos passando por extremos desafios. Lutar contra esse governo que retrocedeu nossos direitos em pouco tempo do seu mandato, fragilizando todas as nossas atividades, ainda mais em meio a essa pandemia, deixando-nos mais vulneráveis a esse novo vírus. Acreditar em nossos espíritos sagrados está sendo mais do que nunca a sobrevivência do nosso bem estar, é o que nos tem dado esperança e forças para voltar a lutar.

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Mynã Myky

Sou Minã Myky e atualmente moro na Aldeia Japuíra, localizada na T.I MENKÜ (estado de Mato Grosso município de Brasnorte). Sou estudante de Agroecologia e também faço parte do Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky. Comecei me interessar em 2018 pelos trabalhos com vídeo, quando tiver oportunidade de fazer um filme sobre o jogo de bola de cabeça entre os Manoki e Myky, com meu amigo Typju. Atualmente me aprofundei nesses trabalhos e agora acompanho o coletivo, junto com meu amigo, Typju. Quero aprender muito mais realizando filmagens nas festa traditionais, jogos de cabeça, roças comunitárias, histórias e assim por diante. Agradeço o coletivo e tenho muito orgulho por fazer parte dessa caminhada juntos. Ainda realizaremos vários filmes nas aldeias.

Takarauku Myky

Tenho 20 anos e participei de algumas oficinas de audiovisual na Aldeia Japuíra (Brasnorte-MT), onde sempre vivi e colaborei com as atividades em minha comunidade. Comecei as atividades de filmagem em 2016, participando do documentário “Ãjãi: o jogo de cabeça dos Myky e Manoki”. Atualmente estou terminando o ensino médio e junto com outras jovens Myky, produzi vídeos que tratam de temas como redes, artefatos e conhecimentos ancestrais. Tenho interesse em fazer as filmagens e aprender mais, para mostrar nossa cultura para outros povos indígenas e para os não indígenas. Até hoje dirigi três documentários: “O cesto de Jamãxi” (2021), “Os Anéis de Mãkakoxi” (2020) e “Janãnã Myky” (2019).

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Valmir Xinuli

Me chamo Valmir Luciano Xinuli, nasci em Tangará da Serra (MT) em 9/8/1993. Sempre morei em aldeias, especialmente na TI Irantxe/Manoki, onde fiz parte dos meus estudos até o ensino médio. Desde minha adolescência estive envolvido nos projetos e reuniões de interesse da comunidade Manoki. Em 2007 fiz parte das "Oficinas de medicina tradicional do povo Manoki", logo no ano posterior fiz parte da organização do projeto "Ponto de Cultura" como coordenador. Dentro do projeto fui um dos jovens a filmar e editar o "Ponto de Cultura Manoki" e “Vende-se Pequi” (em 2011 e 2013 respectivamente). Participei do Projeto de Inclusão indígena na Uni. Federal do Mato Grosso, no qual fui um dos alunos selecionados para fazer o curso de Geologia no ano de 2014, mesmo ano em que fui um dos fundadores da Associação Manoki Pyta. Em 2016 casei com Vanessa Salvaterra Xinuli e em 2019 recebemos o nascimento de  Helena Salvaterra Xinuli. Sempre busquei ajudar a comunidade Manoki em uma visão atualizada de mundo, em 2020 fui convidado para participar do coletivo Ijã Mytyli e em 2021 fui o diretor do filme "Sã'Anãnãkini” (vocês me escutam), dedicado ao meu avô Alípio Iranche Xinuli. O ato de registrar os momentos sempre me chamou atenção, pois eu acredito que as imagens podem falar por si só.

Kamtinuwy Myky

Tenho 22 anos e participei de algumas oficinas de audiovisual na Aldeia Japuíra (Brasnorte-MT), onde sempre vivi e colaborei com diversas atividades em minha comunidade. Atualmente estou terminando o ensino médio e junto com outras jovens Myky, produzi vídeos que tratam de temas como redes, artefatos e conhecimentos ancestrais. Tenho interesse em fazer as filmagens e aprender mais, para mostrar nossa cultura para outros povos indígenas e para os não indígenas. Até hoje dirigi três documentários: “O cesto de Jamãxi” (2021), “Os Anéis de Mãkakoxi” (2020) e “Janãnã Myky” (2019).

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Jéssica Letícia Kamulu

Meu nome é Jessica Letícia Kamulu e nasci no dia seis de julho de 2004. Morei desde pequena na aldeia Recanto do Alípio, mas atualmente moro na aldeia Paredão, com meu namorado, Bih Kezo. Foi com ele que eu conheci o audiovisual, trabalhando no documentário "Ulapa Taka'a". Nesse filme eu ajudei como assistente de direção. Em seguida, continuando nas oficinas de vídeo em 2021, trabalhei como personagem no filme "Pinjawuli".

Mãnynu Myky

Meu nome é Mãnynu Myky, tenho 20 anos e moro na aldeia Japuira, no município de Brasnorte, Mato Grosso. Comecei as atividades de filmagem a partir de 2016, com o filme "Ãjãi: o jogo de cabeça dos Manoki e Myky", juntamente com outros amigos que estão no Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky, produzindo  vários documentários com as pessoas da comunidade. Eu tenho interesse em fazer filmagem e aprender mais, para mostrar a nossa cultura a outros povos indígenas e não indígenas.

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